Por que as feiras são importantes para a agricultura familiar?

quinta-feira, 6 de setembro de 2018. Postado por .

Você certamente já ouviu falar em feiras voltadas ao agronegócio. Normalmente, elas são noticiadas dando ênfase a números que dizem respeito tanto às negociações realizadas nos dias do evento quanto aos visitantes que vão conferir as novidades. Porém, elas são espaços muito importantes para o público que integra essa cadeia, sobretudo o da agricultura familiar, e compreendem um universo de possibilidades e aprendizados.

Neste post, vou falar um pouco sobre os tipos de feira, seus públicos e a importância delas para quem trabalha com agricultura.

Por que as feiras são importantes?

As feiras voltadas a agricultores, pecuaristas e demais pessoas que trabalham diretamente com o meio rural são fundamentais, pois consolidam trocas, contatos e negociações. Nesses eventos, é possível aprender, conhecer as novidades do mercado e potencializar a produção de cada setor. Para empreendimentos inovadores, esses lugares também são muito promissores, pois funcionam como vitrines de exposição, uma vez que é possível explicar e demonstrar todos os processos do produto.

Assim também acontece em pavilhões e espaços destinados à agricultura familiar. Por mais que, infelizmente, às vezes estejam restritos a espaços menores fisicamente, costumam ser espaços cativos do público e são uma ótima oportunidade de abrir novos mercados.

Quem as frequenta?

Cada evento tem públicos diferentes, embora o setor seja o mesmo. No caso de feiras de agronegócio mais próximas do público urbano, como a Expointer, realizada na região metropolitana de Porto Alegre, capital do Rio Grande do Sul, por exemplo, a aproximação entre o campo e a cidade é reforçada. A Expodireto-Cotrijal, por sua vez, é uma feira de caráter internacional, focada em tecnologia e negócios, com boa parte das negociações e dos contatos estabelecidos com empresas de outros países. Já a Expoagro-Afubra é uma feira destinada aos produtores de pequenas a médias propriedades, visando a atender às necessidades de produtores rurais e mostrando as novidades do setor agropecuário, por meio de demonstrações práticas, exposição e informação em áreas temáticas.

Quais são as instituições presentes e o que elas oferecem ao público?

Todas as feiras acontecem através de parcerias, muitas vezes com instituições fortes nos âmbitos da pesquisa e da educação. Por conta disso, são oferecidos ao público palestras, demonstrações, informações técnicas sobre desenvolvimentos de processos agropecuários e diversas ações com o propósito de compartilhar conhecimento.

A agricultura familiar tem aparecido com cada vez mais destaque em todas elas e ocupado espaços maiores em palestras, conversas e oficinas.

Quais são as principais fontes de negociação?

São diversas as negociações estabelecidas durante esses eventos. O setor maquinário é, normalmente, o que movimenta valores mais elevados. Porém, há diversas iniciativas dentro das feiras, como os Pavilhões de Agricultura Familiar – que têm espaço consolidado nas maiores feiras do Rio Grande do Sul – ou, então, os Pavilhões de Exposições de Animais, que também são fontes de grandes negociações. Além dos negócios, são feitos contatos que se consolidam após o evento e, consequentemente, fortalecem o setor.

E as feiras que priorizam o eixo produtor-consumidor?

Há, também, as feiras realizadas pelos produtores rurais, que ligam diretamente quem produz a quem consome. Nesse caso, o elo entre agricultores e consumidores é fortalecido. Através das trocas realizadas, os compradores valorizam o trabalho de quem vem do campo para comercializar e oferecer bons produtos.

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